quinta-feira, 22 de julho de 2010

Marketing político

Tudo numa campanha eleitoral é marketing político: jingle, foto e vestimenta do candidato, tipo de papel utilizado nos materiais, cores das peças e, sem esquecer da unidade disso tudo, ou seja, a campanha tem de ter unidade nas peças para fortalecer o posicionamento do candidato junto aos eleitores. Não se pode, por exemplo, usar uma cor num material e outra noutro ou fontes de letras diferentes que não siga uma mesma linha.
Com a revolução industrial vieram os ideais que ultrapassaram fronteiras. Liderados por Lênin e Marx, os trabalhadores conheceram um grande movimento político chamado de Comunismo. E para que as Revoluções dessem certo, ou pelo menos acontecessem, foi preciso a ação do marketing político ligado às grandes ideologias. Na Rússia praticamente cada grupo tinha seu jornal, as rotativas já era uma realidade e aqueles líderes russos começaram a esquematizar e a dar um caráter técnico à comunicação. Foram Lênin e Marx que criaram os primeiros centros de informação (RIBEIRO, 2002).
Depois vieram Hitler e Goebbels que acabaram virando o jogo de cabeça para baixo. Enquanto Lênin e Marx tinham objetivos verdadeiros quando diziam: “Terra e Paz”, na Alemanha pregava-se um conteúdo falso com o lema “em defesa da civilização cristã”. A diferença entre as duas ideologias era que Hitler utilizava técnicas perfeitas no aprimoramento da comunicação política.
Torretta (2003, p. 15-16) cita que, Hitler tinha botões no palanque para regular a luz e o volume do som enquanto discursava. E o conceito deles de propaganda era baseado em um rosto, um símbolo, um slogan e um grito. Hitler tinha anotado em uma caderneta quais eram as melhores horas do dia para falar – a iluminação.
Por analogia entre marketing e marketing político, chega-se à conclusão que o comportamento do consumidor, no caso do marketing político, pode ser influenciado por costumes arraigados nos tempos do coronelismo e da ditadura militar. Ainda dentro deste assunto existe uma cultura do voto útil, principalmente nas regiões do interior do Brasil, onde o eleitor acaba elegendo candidatos que estão em primeiro lugar nas pesquisas de opinião acreditando que dessa forma não estão jogando seu voto “fora”, ou por questões financeiras (compra de votos). Em muitos desses casos acaba elegendo pessoas sem comprometimento político com a comunidade.
Pode-se dizer que a grande estratégia do marketing político durante a campanha eleitoral, é procurar identificar e abranger as idéias e as aspirações que estão em ascensão naquele momento na sociedade e desta forma fazer a adequação do candidato às peculiaridades dessas necessidades. Isso faz com que o eleitor se identifique com o político ao ver que ele é o mais indicado para resolver as demandas ou promover as mudanças mais prioritárias.
Numa escalada sem precedentes, hoje o marketing político tem sua fundamental importância no que se refere à dominação, à conquista do poder. Essa técnica é utilizada como forma de persuasão sobre a opinião das pessoas no campo político, colocando-se como uma nova abordagem na estruturação de uma campanha eleitoral.
O marketing político, como forma contemporânea de controle da opinião pública, estabelece relação íntima com a legitimação do poder. Percebido como um fenômeno eminentemente centrado no processo de conquista do poder, o marketing político está ligado umbilicalmente à ciência política.
Há grandes diferenças entre marketing empresarial e marketing político. O primeiro trata de promoções de produtos em que o consumidor escolhe o que quer adquirir ou possuir um determinado serviço ou produto que vá satisfazer um desejo ou necessidade com a opção muitas vezes de palpar, sentir, ou seja, poder mensurar seu valor. No segundo caso, o processo de escolha é outro: o consumidor é o eleitor que analisa o candidato, percebe suas intenções para com ele e sua comunidade e, após essas ponderações decide pelo voto. É como se a pessoa estivesse “comprando” comprometimento, credibilidade e caráter, qualidades essas baseadas nas virtudes do candidato. Os costumes e a cultura que regulam o mundo do eleitor são fundamentalmente diversos daqueles vigentes no mercado econômico. São normas, leis e práticas bem diferentes.

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