quinta-feira, 29 de julho de 2010

História do marketing político no Brasil

O marketing político ainda é uma ciência nova, um campo novo do saber, portanto possui pouca sustentação teórica, mesmo que muito utilizado para o sucesso nas campanhas eleitorais que é sua função na prática. O conceito para essa estratégia nasceu há poucos anos, mas sua utilidade remonta à Antiguidade, pois sempre houve a necessidade de se conquistar e manter o poder frente a qualquer grupo social.
Nos primórdios da civilização o marketing político já era aplicado pelos chefes das tribos subiam em árvores ou pedras para falar sobre a guerra e outros assuntos de interesse de seus comandados. Eram os primeiros discursos. A história continua, resumidamente, passando pela Grécia Antiga com os sofistas, a revolução francesa com os iluministas, marxismo e leninismo na Rússia, Hitler e Goebbels na Alemanha (RIBEIRO, 2002).
No Brasil, o marketing político realmente começou a se tornar forte a partir da década de 60 quando foi subdividido em marketing político e marketing governamental. Getúlio Vargas com a sua marca “pai dos pobres”, considerado até hoje por muitos como o melhor presidente que o país já teve, aproveitou-se bem deste slogan para se manter no poder. Esse mesmo presidente patrocinou a rádio nacional, facilitou o crédito para que as pessoas de baixa renda pudessem adquirir aparelhos radiofônicos e mandou instalar alto-falantes nas ruas para aumentar ainda mais a sua popularidade. Mas quando surgiu a TV no Brasil, Juscelino Kubitschek foi o que mais se aproveitou dessa nova tecnologia e apareceu na telinha mais de 100 vezes. Claro que isso não influenciou muito, pois eram poucos os que dispunham do aparelho. Mais tarde, Jânio Quadros aparece como “o homem da vassoura” querendo “varrer” a corrupção do país. Em seguida a Ditadura Militar com vários slogans de efeito, sendo um dos mais famosos “pra frente Brasil” e mais tarde, na pós-ditadura, “as Diretas Já”.
Na década de 80, com o renascimento da democracia, foi instituído o horário eleitoral e Fernando Collor de Melo ganhou as eleições em 1989, quando utilizou um marketing eleitoral até então nunca visto. Sua imagem sempre associada ao esporte e à vibração se apresentava na mídia geralmente correndo com roupas esportivas e de punhos cerrados ou sinalizando vitória. Seu slogan intitulado “o caçador de marajás” atendia aos anseios da população, pois o país passava por um período de denúncias de altos salários nos escalões do Governo.
“[...] o marketing político vem aumentando gradativamente sua influência no jogo eleitoral, a ponto de ser aderido até por políticos e partidos radicais da extrema esquerda”. (TEIXEIRA, 2006, p. 18).
A idéia de construir grandes obras para imprimir sua marca e ser lembrado como grandes imperadores e faraós, ainda é muito utilizada hoje em dia por vários políticos conhecidos como megalomaníacos, como é o caso de Paulo Maluf quando foi governador do Estado de São Paulo e construiu grandes viadutos. Atitudes como essas ainda funciona muito bem como marketing para qualquer político, pois grandes obras são grandes feitos que aparecem e resultam em voto.
Nessa linha das grandes construções, as antigas Sete Maravilhas do mundo são um fantástico exemplo da forma brilhante de como as grandes obras funcionam como comunicação e marketing para promover grandes políticos.

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